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Solta o som Viado!

sábado, 4 de dezembro de 2010

2º conto - Os Vícios

- Raiva, revolta, tristeza, cansaço, motivos que me levaram a começar a fumar; algum tempo após minha 1ª decepção conjugal meus sentimentos ainda estavam sensibilizados pela perda, aquele buraco, a sensação de vazio não havia passado, e por pura e espontânea pressão emocional eu fumei meu primeiro cigarro.

Quando pequeno, nunca senti o desejo, a vontade de experimentar um cigarro, ao contrario, os detestava e sempre que via um o quebrava e destruía como um simples graveto.

Resolvi beber, senti aquele liquido queimando minha garganta, um sabor doce que inundava minha boca, não conseguia decifrar aquele sabor sensacional, o descrevi como o néctar dos Deuses.

Eu queria mais, eu precisava de mais, e mais, e mais. De repente me senti estranho, não tinha controle total sobre meus movimentos, sentia como se não soubesse o que fazia, como se não pudesse me controlar, minhas pernas estavam bambas, e tudo girava, eu não entendia bem o que estava acontecendo, mais me senti bem, eu gostei daquele estado, descobri uma forma de fuga.

Eu dancei, eu briguei, eu chorei, eu sorri, eu fui eu mesmo a todo momento, eu fiz coisas que nunca faria se não estivesse daquele jeito.

Um pouco antes naquela noite eu tinha passado um perfume chamado AZZARO, estava bem arrumado, e acendi um cigarro, o cheiro do cigarro fundido com o odor amadeirado do perfume me revigorou me fez sentir mais homem, tudo uma ilusão, mas foi a sensação que tive.

Após muitas idas e vindas na festa eu fui levado embora, e o balançar do carro me deu náuseas, cheguei em casa e corri direto para o banheiro onde todo aquele liquido doce migrou.

Eu dormi, não, melhor dizendo, eu desmaiei, acordei com um gosto estranho na boca e na garganta, não sabia o que era, eu queria coca, era isso, uma coca-cola bem gelada, eu bebi todo o refrigerante em praticamente uma golada só, meus olhos se encheram de lagrimas, culpa do gás do refrigerante.

Percebi que tinha algo a mais me incomodando, uma tremenda dor de cabeça, parecia que eu tinha levado uma marretada na cabeça. Eu fui apresentado para a famosa ressaca, que não me deixou por um bom tempo.

Cigarros e bebidas são usados como uma fuga, algo para enviar a realidade para um lugar distante, onde demore a voltar, mas ela sempre volta.

Eu gosto de beber, mas no meu caso eu não quero fugir da realidade, ao contrario, quero entrar nela. Eu descobri que quando eu bebo, faço tudo o que gostaria, mas não faço, eu posso ser realmente eu sem dar atenção a julgamentos hipócritas e falar tudo o que eu desejo.

A bebida fez algo por mim, não preciso mais dela para falar o que desejo, eu aprendi a não me importar com a opinião alheia, e que essas pessoas só fazem isso para tentar fugir de sua própria realidade.

Em certa parte, eu consegui sair dessa hipocrisia constante e mediocridade que o próprio ser humano condena e pratica ao mesmo tempo.

O cigarro me acalma, vendo minha imagem fumando, vejo a ilusão de uma pessoa forte independente e madura, foi então que descobri que são as pessoas menos seguras de si que fumam, não queria ser uma pessoa dessas, desde então estou tentando parar.

Tem horas que eu decido tomar um porre, pra poder ter sentimentos além da indiferença, eu amo e odeio uma pessoa ao mesmo tempo, eu estou sorrindo e chorando pela mesma coisa e no final das contas, eu sei que no outro dia não vou lembrar de nada. Um ato de covardia.

Eu vejo a fumaça saindo de mim com seu cheiro forte de tabaco, que muitos detestam mais que de algum modo me hipnotiza. Eu me sinto melhor, como se junto da fumaça os pensamentos tristes e apavorantes fossem embora. Por um curto período de tempo.

Acendo mais um cigarro, e cometo mais um ato de covardia.

Fim.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

1º conto - O chão.

Felicidade. Ela não existe, não em tempo integral, talvez momentos felizes, mas como tudo na vida, a intensidade de uma vinda, é dobrada na sua partida.

É preciso saber aceitar a partida de um momento feliz, por mais frustrante que este seja.

Não importa como, onde ou por que. O fato é que todos — de uma maneira ou de outra — vão te decepcionar.


-

- A experiência do meu primeiro amor foi intensa, um momento feliz que durou um ano e meio, as brigas só serviam como um petisco apimentado para saborear o prato principal.

Acaso de um pequeno contratempo, foi impossível poder ir a uma festa com ela, que acabou indo com as amigas, corvos predadores que me deixaram em ruínas.

Estava em meu quarto ouvindo músicas, lendo um livro que não me lembro do titulo, uma ligação dela um tanto quanto confusa pedindo um tempo, me deixou em alfa.

Rapidamente telefonei para minha prima que estava na mesma festa, recebi a noticia que minha garota estava agarrada a um cretino aos beijos, meu estomago revirou e eu fui ao banheiro, extraviando toda minha janta.

E pela 1ª vez na minha vida eu perdi o chão.

- Algum tempo depois da minha 1ª decepção, eu já estava melhor, sentia-me revigorado, com forças, creio que renasci das cinzas na questão de emoções.

Minha avó me ajudou a superar momentos ruins, sempre, sempre que chego perto dela sinto seu perfume adocicado, Channel 5, quando a abraço sinto uma energia boa e positiva que adentra em mim como uma corrente e que me revigora, sua pele macia em contato com a minha alivia meu estresse.

Ela é a pessoa que mais amo no mundo, sempre, a única em que confio totalmente. E quanto mais me dava conta da mudança que estava ocorrendo em mim, mais medo eu tinha de decepcioná-la.

Foi um choque grande quando realmente percebi que era gay, a auto-aceitação não foi uma das melhores, mas mesmo assim eu consegui me aceitar e criar coragem para contar para os meus pais, mais o medo de perder minha avó foi maior.

O cerco foi se fechando lentamente, e em uma noite eu fui encurralado, toda a pressão vinda da minha mãe, obstinada na verdade, eu perdi o controle, gritei, chorei e contei. Gritava sobre minha sexualidade e este foi um momento conturbado, logo me dei conta que minha avó estava escutando, e meu coração bateu mais forte.

Após conversas, brigas e humilhações foi decidido que eu deveria ficar na casa da minha avó, e meus pais em casa, para cada um poder colocar a cabeça no lugar.

A verdadeira tempestade não tinha passado, agora iria explicar para minha avó, ela sempre foi muito religiosa, e meu medo se fazia pela religião não aceitar este tipo de relacionamento. Não consegui falar, então eu chorei, e para minha felicidade momentânea, minha avó me acolheu, e me entendeu, e me aceitou.

Após um silencio quebrado apenas pelo choro, que era em parte por aquele segredo ter saído das minhas costas, em parte pela suposta aceitação da minha avó, e em parte por saber o que eu enfrentaria de agora em diante; decidimos ir dormir.

Ela foi para seu quarto e eu para o meu, tinha esquecido de lhe pedir a benção, e eu a vi ajoelhada ao lado de sua cama, rezando em lagrimas.

Foi então que eu perdi o chão pela 2ª vez.

- Eu nunca me dei bem com frustrações, elas me inundam como ondas, destruindo sonhos, desejos, vontades. Eu penso que essas decepções me ajudaram, como se fossem vacinas que me deixam mais resistente contra a infecção de uma não-felicidade momentânea.

Eu mudei, sabia que não poderia confiar mais em ninguém, não poderia mais depender emocionalmente, não se eu quisesse crescer. Eu descobri que não poderia odiar ninguém, este é um sentimento que também cria uma dependência emocional.

Eu cresci, aprendi o sentimento da indiferença, como em um pacto maquiavélico, decidi não ter mais momentos felizes, e com isso não ter mais essas terríveis frustrações. Tornei-me persuasivo, fazendo com que as pessoas fizessem o que eu queria sem que elas soubessem, eu me aproveitava delas.

Não amei mais, apenas satisfazia minhas necessidades físicas, usando as pessoas, como se usa uma embalagem e depois se joga fora, sem se importar com mais nada.

Fui percebendo que ao invés de perder amigos, eu ganhava mais, essas pequenas sanguessugas queriam aproveitar de mim, tentar me usar, mas no final eles acabavam usados.

Apesar de todo o ocorrido nunca me afastei da minha avó, passei alguns momentos difíceis e ela me ajudou a agüentá-los firme, como se eu estivesse no olho de um furacão, sempre me sentia mal, me sentia usando minha avó e isso me dava a impressão de que eu estava sujo, e eu tomava um banho.

Nunca consegui controlar o sentimento que sinto pela minha avó, e também nunca consegui superar aquela cena, que revive em minha cabeça por todo lugar, na escola, em casa e até em meus sonhos.

Então eu me afastei lentamente e sem ninguém notar, eu precisava me fortalecer, mas sem a ajuda de ninguém.

Eu estava sozinho. E foi então que percebi que eu estava criando um monstro social, eu mesmo.

Usando as pessoas, pisando nelas para poder crescer, eu descobri que finalmente tinha alcançado o topo da aparência social.

E quanto mais alto você está, maior será seu tombo, comigo não foi diferente.

Eu não tinha amigos que me queriam realmente por perto, eu não tinha alguém que me ama-se verdadeiramente, e que eu podia amar.

Foi então que eu caí, totalmente sem forças para levantar sozinho, eu percebi que já não tinha mais ninguém para me ajudar, e eu tive que me humilhar e rastejar, para começar do zero.

E foi então que eu perdi o chão pela 3ª vez.

Fim.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Pulseira gay - La maldita!


Eu poderia fazer um filme de terror gay.Tenho certeza absoluta disso! Um filme baseado em fatos reais. Irei contar uma história tenebrosa... não é Halloween, eu sei, mas isso merece ser contado. Certa vez, meu amado amigo Yuri me fala sobre a existência de uma pulseira do arco-íris.Tal pulseira, usada por ele apenas uma única vez, foi lavada cruelmente na máquina de lavar e esgarçou-se.Yuri então pediu à sua fiel amiga Desdêmona que usasse suas mãos habilidosas (são habilidosas mesmo rsrsrs) para costurá-la de modo que ficasse quase apresentável. INOCENTEMENTE Desdêmona fez as costuras necessárias e entregou a pulseira para Yuri. Mal sabia ela que tal pulseira fora amaldiçoada por heteros-homofóbicos-de-países-subdesenvolvidos-que-ganham-sua-vida-fazendo-produtos-gays-à-3 centavos-por-hora-de-trabalho-em-galpões-sujos-sem-ventilação-de-ar-alguma-sujeitos-ao-mais-péssimo-tratamento.No dia seguinte à entrega, fomos para a Ufscar de busão numa excursão. Todas as bichas felizes que eu amo (Yuri, Loirinha e Magra) tiramos diversas fotos alegres e gays (não sei se isso é pleonasmo) no ônibus, trajando alegremente a pulseira e um colar. Chegando na universidade vimos todas as profissões em destaque e partimos para ao fervo (eu não porque estava comprometida).O que ocorreu durante nossa estadia foi o seguinte: enquanto Loirinha estava utilizando a pulseira, não pegou ninguém. O mesmo aconteceu com a Magra que estava usando o colar, ao tirarem tais apetrechos as duas acabaram por conhecer suas "belisquetes". Como ambas descartaram os acessórios quem os pegou foi Yuri. O meu querido e amado amigo manteve a pulseira e o colar durante todo o tempo em seu corpo e de uma maneira quase surreal ele não pegou ninguém ( já vou explicando, Yuri é muito gato, muito gato mesmo).Enfurecido, Yuri lançou a pulseira e o colar para mim, dizendo que aquilo dava azar e eu INOCENTEMENTE guardei-os em minha bolsa. Não usei nenhum acessório apesar de achá-los simpáticos e de muito bom gosto.Fiquei com os objetos por uns 2 meses em minha bolsa e eis o que aconteceu : tive que largar de minha "nêga" por certa imposição social, tentei sair e ferver e NENHUMA, EU DISSE NENHUMA CRIATURA se interessou por mim. Pensei, está tudo acabado... sou terrível mas lembrei me do que ocorreu no dia em que Yuri rejeitou a pulseira.... Ao cair da noite, meu amigo ficou com alguém. Só então eu comecei acreditar que a pulseira estava macumbada/urucada/cheia de trabalho/abençoada pelo chifudo. Fiz o que toda pessoa sensata faria, rejeitei a pulseira enquanto tomava café com Loirinha e Yuri.No momento de minha rejeição houve um certo troca-troca, um diálogo entrecortado: -Pega você! -Não, pega você! -Tem maldição nisso ai! -Pega! -Não! -Não pode jogar fora foi caro! (...) Cheguei em casa revoltada, acreditando mesmo que a pulseira era maligna. Como toda pessoa deprimida e entediada, entrei no Bate-Papo Uol. Pensei que encontraria pessoas com um nível vocabular composto por no máximo 30 palavras mas não foi assim! Conheci 3 morenas/negras lindas ( eu eu amo morenas/negras *-*). Uma delas puro sex appeal, a outra o bofinho mais simpático que conheci, com gostos estranhamente iguais aos meus, e a terceira por fim, dona de um estilo cativante de conversa. YO ESTABA LIBRE DE LA MALDICIÓN! A única coisa triste é que nenhuma delas mora perto do fim de mundo onde estou, mas creio que agora, livre dessa "COISA RUIM" chegarão dias melhores!E olha que eu nem tive que tomar banho de arruda ou rezar pra santa desatadora de nós.

PS- A pulseira maldita e o colar foram colocados sorrateiramente na bolsa da Loirinha... hoje ela queria matar eu e o Yuri!

sábado, 22 de maio de 2010

Teste vocacional - O resultado

Ameeeeeeeeeeeeeei o resultado do meu teste vocacional! Deu Humanas (já sabia), capacidade para letras, letras, letras, letras, ( sim, letras foi escrito quatro vezes) pedagogia, direito e psicologia ^^.
Além disso, outras coisas legais apareceram como, média superior de QI e QE quase nulo !
Sou incapaz de lidar com pessoas e sentimentos com racionalidade, ah, e esqueci, tenho alta angústia por ser reprimida ( armário detected).
Grane bênção divina, (e eu não estou sendo irônica), os melhores autores sempre foram angustiados, estranhos, macabros e até mesmo com tendências a autodestruição.
Tomara que tudo isso me leve à fama, best sellers e reconhecimentos mundial.
Vou dominar o mundo, e vocês ainda lerão meus livros!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Liberdade


Deve existir nos homens um sentimento profundo que corresponde a essa palavra LIBERDADE, pois sobre ela se têm escrito poemas e hinos, a ela se têm levantado estátuas e monumentos, por ela se tem até morrido com alegria e felicidade.

Diz-se que o homem nasceu livre, que a liberdade de cada um acaba onde começa a liberdade de outrem; que onde não há liberdade não há pátria; que a morte é preferível à falta de liberdade; que renunciar à liberdade é renunciar à própria condição humana; que a liberdade é o maior bem do mundo; que a liberdade é o oposto à fatalidade e à escravidão; nossos bisavós gritavam "Liberdade, Igualdade e Fraternidade! "; nossos avós cantaram: "Ou ficar a Pátria livre/ ou morrer pelo Brasil!"; nossos pais pediam: "Liberdade! Liberdade!/ abre as asas sobre nós", e nós recordamos todos os dias que "o sol da liberdade em raios fúlgidos/ brilhou no céu da Pátria..." em certo instante.

Somos, pois, criaturas nutridas de liberdade há muito tempo, com disposições de cantá-la, amá-la, combater e certamente morrer por ela.

Ser livre como diria o famoso conselheiro... é não ser escravo; é agir segundo a nossa cabeça e o nosso coração, mesmo tendo de partir esse coração e essa cabeça para encontrar um caminho... Enfim, ser livre é ser responsável, é repudiar a condição de autômato e de teleguiado é proclamar o triunfo luminoso do espírito. (Suponho que seja isso.)

Ser livre é ir mais além: é buscar outro espaço, outras dimensões, é ampliar a órbita da vida. É não estar acorrentado. É não viver obrigatoriamente entre quatro paredes.

Por isso, os meninos atiram pedras e soltam papagaios. A pedra inocentemente vai até onde o sonho das crianças deseja ir (As vezes, é certo, quebra alguma coisa, no seu percurso...)

Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos de outrora (muito de outrora!...) não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente, com um fio de linha e um pouco de vento! ...

Acontece, porém, que um menino, para empinar um papagaio, esqueceu-se da fatalidade dos fios elétricos e perdeu a vida.

E os loucos que sonharam sair de seus pavilhões, usando a fórmula do incêndio para chegarem à liberdade, morreram queimados, com o mapa da Liberdade nas mãos! ...

São essas coisas tristes que contornam sombriamente aquele sentimento luminoso da LIBERDADE. Para alcançá-la estamos todos os dias expostos à morte. E os tímidos preferem ficar onde estão, preferem mesmo prender melhor suas correntes e não pensar em assunto tão ingrato.

Mas os sonhadores vão para a frente, soltando seus papagaios, morrendo nos seus incêndios, como as crianças e os loucos. E cantando aqueles hinos, que falam de asas, de raios fúlgidos linguagem de seus antepassados, estranha linguagem humana, nestes andaimes dos construtores de Babel...


Cecília Meireles

sábado, 24 de abril de 2010

Minha


Seu corpo é monumento dedicado a mim, você é meu escândalo, minha paixão, minha vã satisfação do desejo que me consome dia após dia, semana após semana, meses e anos a fio.
Como posso conter o que sinto quando te vejo? Como posso colocar em cárcere o amor tão intenso que tenho por você?Tu me pertences e eu pertenço a ti, nada de extraórdinario. Hoje em dia dizem estas coisas sem qualquer motivo, mas eu tenho os meus. Tenho tantos que nem consigo explicar, quando tento, falho e sofro, as palavras fogem de minha boca, sinto-me vazia e escassa...presa no meu deserto, meu lugar íntimo de provação.
Eu te amo, amo como a minha própria vida,amo como a minha própria morte, amo com candura e ao mesmo tempo amo com o fervor de uma besta selvagem.Chega a ser uma eterna contradição o que sinto por você, mas eu sei que é amor.
Não me importa o que os outros pensem, eles não sabem que você me mantem cativa, não sabem que teus olhos são armadilhas, que sua tez macia é na verdade labirinto e que sua boca é precipício do qual eu lanço meu corpo a esperar por arrebatamento.



Eu te amo,minha "Nêga"!

Desdêmona

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Seria mais uma ideologia??


Quem nunca seguiu uma Ideologia que atire a primeira pedra. Não adianta pensar que você é o "rebeldinho-dessa-sociedade-alienada-não-seguidor-de-nenhuma-tendência". Você segue uma ideologia sim, mesmo que inconscientemente.Quer exemplos? anarquismo, comunismo, capitalismo, socialismo, cristianismo,fundamentalismo,budismo,liberalismo,nacionalismo, antiamericanismo,corporativismo,entreguismo,militantismo,totalitarismo,trabalhismo,racionalismo,espiritismo,individualismo e até mesmo... Homossexualismo?
O QUÊ, MAS O HOMOSSEXUALISMO É IDEOLOGIA? ISSO ME PARECE ARGUMENTO DE CRISTÃOS FUNDAMENTALISTAS! :O
Sim, caros visitantes...tive uma epifania esses dias sobre o assunto.Nesta vida temos tantas ideologias, tandos "ismos" interferindo na vida das pessoas... será que o homossexualismo não é um destes também ?? Será que nós saimos pelas ruas com pulseiras de arco-iris, frequentamos boates gays pelo simples fato de que "esta é a coisa GAY a se fazer"? Será que o Homossexualismo não está sendo o grande responsável por segregar cada vez mais o homossexual do convívio com o resto da sociedade ?
Pare e pense... temos paradas gays, bares gays, boates gays, agora até escolas gays... não seria essa uma armadilha ideológica criada para nos isolar, sob o pretexto de ser "bom para nós" ou "condizente com as nossas necessidades" ?
Epa, será que essa ideologia que criamos não é uma das responsáveis por gerar preconceito? É uma coisa pra se pensar... até hoje não cheguei a uma conclusão sobre isso.Queria chegar algum dia até a resposta... será que tudo o que sofremos hoje não é fruto de um monstro que nós mesmos criamos ?

Gostaria que alguém deixasse comentários expressando a opinião pessoal sobre esse assunto.Seria legal abordar esse tema :)

Beijos
Desdêmona